São Paulo, 23 (AE) - O diretor do Contru, Carlos Alberto Venturelli, recebeu com "estranheza" a menção a seu nome na ação sobre o escândalo do lixo. "Quando assumi o Limpurb denunciei irregularidades e sustei o pagamento de serviços de varrição sem amparo contratual". Venturelli disse ainda que assinou apenas um aditamento. Os demais foram firmados em 1995, dois anos antes de ele assumir o Limpurb. "Mesmo assim, coloco desde já as minhas contas bancárias à disposição da Justiça, pois não cometi nenhuma irregularidade", afirmou.
O diretor do Contru garantiu que os aditamentos e contratos foram preparados pelo Departamento Jurídico da Prefeitura e aprovados pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Ele disse ter determinado que, na coleta e transporte de entulho, as Administrações Regionais deveriam expedir individualmente as ordens de serviço, identificando o veículo de transporte, local, período e data do serviço. Alegou ainda ter proibido a entrada nos aterros sanitários de veículos transportadores que não dispusessem das ordens de serviço.
Em nota distribuída à imprensa, a Enterpa Ambiental informou que, "na época em que esses fatos teriam ocorrido, a empresa ainda não existia". O documento sustenta também que, "caso efetivamente haja alguma ação legal que a envolva, a Enterpa Ambiental se defenderá na forma da lei, certa de que nada existe que possa desaboná-la".O proprietário da Enterpa Engenharia, Conrado Alves, não foi encontrado.
Na residência do ex-secretário Mário Savelli, um rapaz, que se identificou como seu filho, informou que ele estava viajando e só falaria a respeito das ações na segunda-feira.

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