Diretor do BNDES admite 1ª redução da TJLP desde crise cambial
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segunda-feira, 16 de agosto de 1999
Por Maria Fernanda Delmas (especial para AE) 
Rio, 17 (AE) - A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), base dos juros cobrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pode ter sua primeira redução este ano desde a desvalorização do real. A expectativa é do diretor executivo da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame), subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Armando Mariante. A TJLP é reavaliada normalmente a cada três meses pelo Banco Central (BC) e a próxima data é outubro.
A taxa foi fixada em 12,84% em janeiro e, na avaliação seguinte, subiu para 13,48%. Desde julho, a TJLP é de 14,05% ao ano. O patamar mais baixo a que a TJLP chegou, desde o final de 1994, foi de 9,40%, entre setembro e novembro de 1997. Em dezembro do ano passado, o BC aumentou a TJLP para 18,06%. "A TJLP reflete a taxa básica, que vem sendo reduzida", explicou Mariante.
A redução da TJLP, entretanto, não é o fator de mais importância para as micro, pequenas e médias empresas, segundo o diretor executivo. "O problema dessas empresas é o acesso ao crédito, não os juros".
Por isso, em julho, o BNDES implantou um programa de ação para apoiar o financiamento às micro, pequenas e médias empresas, prioridade para o banco. Uma das medidas foi a adoção de um fundo de aval para cobrir até 80% do risco dos agentes financeiros.
Os tomadores geralmente pagam, além da TJLP, 1% de remuneração ao BNDES mais o spread dos bancos intermediadores. Com o fundo de aval, o limite para os bancos é de 4%. "Para as empresas, os juros ficam mais ou menos em 20% ao ano", afirmou o diretor. Desde que o BNDES disponibilizou o novo programa na Internet, há cerca de um mês, já registrou 3 mil consultas.


