Brasília, 07 (AE) - Continuam reunidos, no Senado, o diretor do Banco Central (BC) para Assuntos de Reestruturação do Sistema Financeiro Estadual, Carlos Eduardo de Freitas, e o subsecretário de Fazenda do Estado do Rio, Mário Tinoco. Eles procuram um consenso sobre o último ponto pendente para assinatura do contrato de renegociação global da dívida do Estado com a União. A discordância é em relação a R$ 3 bilhões depositados na Caixa Econômica Federal (CEF) à disposição do Banco Itaú para pagamento de débitos previdenciários relativos aos antigos funcionários do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj). O governador Anthony Garotinho (PDT) argumenta que a maioria esmagadora dos funcionários do antigo Banerj optou por ser pensionista dos Estado e quer que esse montante seja transferido para o fundo de Previdência estadual. Mas o Itaú exige outras garantias do BC para fazer essa transferência. Caso o contrato do Rio não seja assinado e aprovado pelo Senado até dezembro, o Estado deverá ficar inadimplente a partir daquele mês. O Banco do Brasil (BB) carrega uma carteira de R$ 10 bilhões em títulos do governo do Rio.

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