Brasília, 21 (AE) - O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, disse ainda que a performance brasileira em 99 foi "histórica", principalmente na área fiscal. Segundo ele, os três principais fundamentos - balanço de pagamentos, ajuste fiscal e inflação - estão caminhando "muito bem". Ele previu um resultado do balanço de pagamentos melhor em 2000 e que o ambiente brasileiro no próximo ano será melhor, "com mais normalidade, sustentabilidade", possibilitando um aumento potencial de investimentos. Ele destacou que a previsão de US$ 25 bilhões para investimento estrangeiro direto é "conservadora" para o ano que vem e traçou um cenário positivo para a balança comercial. "Acreditamos nisso e temos convocção de verdade", afirmou.
Figueiredo lembrou que este ano, se os preços internacionais tivessem se mantido como em 98, a balança comercial teria sido superavitária entre US$ 6 bi e US$ 7 bi e destacou que, estruturalmente, a balança comercial está "indo muito bem". O diretor destacou quatro pontos que vão influenciar positivamente a balança no próximo ano. São eles: 1) recuperação dos preços das commodities; 2) crescimento maior da Europa e, principalmente, da ásia, o que vai aumentar a demanda por produtos; 3) a melhora dos países da América Latina, grandes compradores que produtos manufaturados brasileiros, que sofreram bastante com a desvalorização do real, e 4) o esforço de exportação "brutal" de empresas brasileiras, que começou a surtir efeito. "É um processo que não pára", disse. Ele destacou ainda que, para o Brasil, o que garante a competitividade de médio e longo prazos, é o sistema de câmbio flutuante e ponderou que o Brasil não pode ter medo das importações porque tem sistema de câmbio flutuante, que regula o mercado.

mockup