Brasília, 16 (AE) - O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Luiz Carlos Alvarez, disse há pouco que havia voltado das férias quando foi feita a operação de venda de dólar futuro para o fundo de investimento do Banco Marka, em 18 de janeiro. Ele disse que a operação foi feita com o mesmo objetivo da realizada com o Banco Marka em 14 de janeiro. "Queremos evitar a perda de reservas", disse Alvarez. Ele também frisou que, nesta operação, a cotação usada de 1,56 real foi a que estava sendo praticada em mercado. "Foi a cotação do dia", afirmou. Alvarez disse que muito provavelmente o BC carregou até o vencimento final os contratos de venda do dólar futuro assumidos dos Bancos Marka e FonteCindam. Ele lembrou que isso deve ter ocorrido até mesmo porque, naquele momento, não existiam compradores no mercado. O diretor, apesar disso, lembrou que o prejuízo que o BC eventualmente teve nessa operação não significou que os ex-proprietários dos Bancos Marka e FonteCindam tivessem ganho dinheiro do BC. "Eles não ganharam nada; a perda que houve foi em mercado, na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros)", disse Alvarez. Sem querer precisar o valor dessa perda, o diretor apenas confirmou que é possível se calcular esse prejuízo, levando-se em conta a cotação do dia em que foi realizada a operação de compra de contratos de venda do mercado futuro com o da cotação praticada no dia da liquidação dos contratos. Mesmo assim, ele lembrou que o prejuízo tem de ser visto de uma forma mais global. "Temos de lembrar que nós, ao mesmo tempo que tivemos uma perda nessa operção, deixamos de perder reservas", afirmou o diretor do BC.

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