Diretor de Segurança do Senado rebate denúncias sobre tráfico na Casa
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segunda-feira, 15 de novembro de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 15 (AE) - O diretor de Segurança do Senado, Alberto Nogueira Viana, rebateu hoje a informação da ex-mulher de um motorista da Casa, Sônia Maria Noronha Teixeira, de que funcionaria no Senado um esquema de distribuição de drogas. A denúncia foi publicada na revista "Isto É" desta semana. Viana disse que os motoristas e funcionários citados na matéria negaram a fato, enquanto que Sônia Teixeira se recusou a confirmar as informações que deu à revista. Ela será interpelada judicialmente pelo Senado sobre a declaração de que o tráfico de drogas envolveria "desde o simples motorista até o alto escalão do Senado, que dá cobertura para eles".
De acordo com Alberto Viana, a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Brasília (DTE) passou a investigar o caso a pedido do próprio Senado. O motivo foram os três telefonemas feitos por Sônia Teixeira, em maio - pelo 0800 que dá acesso ao cidadão para se manifestar sobre os fatos da casa - denunciando o ex-marido e seus colegas. Mas a apuração não teria confirmado a denúncia. As pessoas citadas na acusação alegam que Sônia estaria agindo em represália, por não aceitar o fim do casamento com o motorista Vanderley José Neiva Souto.
Ela disse à revista que a droga distribuída no Senado vem da cidade de Pirenópolis, em Goiás, por intermédido do traficante Sebastião da Semente, que a entregaria a Dilma Pires, mulher do motorista Adison Spiulca. O próximo a pegar a droga seria Vanderley Neiva Souto, que se encarregaria de passá-la para o chefe da garagem, Alciney Santos da Silva. Seria ele o responsável pela distribuição aos usuários. O diretor de Segurança do Senado disse que a Casa mantém um esquema constante de vigilância para detectar e combater o uso de droga nas suas dependência e de delitos como jogo de bicho, pequenos furtos e agiotagem.


