Diretor de segurança de presídio é afastado em Mirandópolis
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terça-feira, 31 de agosto de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Andradina, SP, 01 (AE) - A Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Estado (Coesp) afastou do cargo Benício Antônio Pereira, diretor de segurança da Penitenciária I de Mirandópolis, a 620 quilômetros da capital. O afastamento ocorreu na sexta-feira. O chefe de Pereira, Maurício de Freitas, disse desconhecer o motivo do afastamento do funcionário considerado por ele "eficiente". Denúncias de envolvimento de funcionários da penitenciária no tráfico de drogas e armas estão sendo investigadas pelo Ministério Público e polícia local.
Hoje, a promotora de Justiça Regislaine Topassi disse suspeitar que Pereira tenha sido afastado por causa dos inquéritos administrativos e policiais. "Oficialmente não sei de nada, mas já ouvimos muitas testemunhas que declararam fatos muito curiosos que vem ocorrendo nas penitenciárias", comentou. Ela declarou que ainda não dispõe de elementos para fazer denúncias formais, mas acredita estar no caminho de muitas revelações.
No fim de semana, uma blitz comandada pelo delegado Natanael Pinheiro da Silva, vistoriou cerca de 200 visitantes de presos que chegavam em um ônibus fretado e apreendeu 2,2 quilos de maconha. Cinco mulheres que embarcaram na Barra Funda, em São Paulo, para visitar parentes e amigos nas penitenciárias de Mirandópolis - onde estão cerca de 1,5 mil detentos -, foram presas em flagrante por tráfico. As pessoas ainda não haviam passado pela revista do presídio, e segundo os investigadores, a droga foi encontrada em vários recipientes, sem muito cuidado para que fossem mantidas escondidas. Cerca de 400 gramas de maconha estavam dentro de uma marmita e bastou o policial abrir a tampa para encontrar "um tijolo" da droga. Tráfico - A facilidade com que armas, aparelhos celulares e drogas estão entrando nas penitenciárias I e II da Mirandópolis está sendo investigada em inquérito instaurado pelo delegado Pinheiro da Silva. Por determinação da Delegacia Seccional, as investigações seguem em segredo, "para não prejudicar as investigações".


