São Paulo, 01 (AE) - A sessão da CPI da Máfia dos Fiscais realizada na noite de hoje não trouxe grandes novidades às investigações. Em seu depoimento, o diretor de Operações da Vega Engenharia Ambiental, Sérgio Santos Costa, negou qualquer favorecimento a vereradores ou pagamento de propina a funcionários da Prefeitura.
Costa apresentou, por meio de um retroprojetor, dados financeiros que, segundo ele, desmentem as acusações de superfaturamento na prestação dos serviços de coleta de lixo e varrição de ruas na cidade. Ele também afirmou que não são verdadeiras as acusações de irregularidades no sistema de medição da quantidade de lixo coletada ou no que se refere à limpeza das ruas.
Costa disse que conheceu a vereadora Maeli Vergniano (sem partido) e que em algumas oportunidades ela chegou a lhe pedir mutirões de limpeza para determinadas áreas ou a varrição de ruas fora do contrato. Costa teria explicado a ela que não seria possível fazê-lo e orientado a vereadora a procurar a Secretaria das Administrações Regionais (SAR).
O diretor da empresa afirmou ainda que conheceu o ex-vereador Hanna Garib (PPB), mas não houve favorecimento nem ajuda a ele em nenhum momento. Costa negou conhecer o vereador José Izar (PFL).
Antes do início dos depoimentos, o presidente da comissão, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), leu um boletim de ocorrência registrado pela ex-secretária da Administração Regional de Pirituba Mária Regina de Souza Inácio.
Ela afirma ter sofrido ameaças três dias depois de ter prestado depoimento à CPI, no dia 14 de maio, durante o qual afirmou que havia relações entre a vereadora Maeli Vergniano e a Vega Engenharia Ambiental. Maria Regina disse ter recebido diversas ligações da empresa para a vereadora.
Três dias depois de ter feito as afirmações, a ex-secretária disse ter recebido dois telefonemas anônimos, nos quais falava uma voz masculina. No primeiro, a pessoa limitou-se a dizer: "Vá para o inferno". No segundo, Maria Regina ouviu: "Lugar de cagueta é no inferno; o que você fez não era para fazer." Em seguida, ela disse ter ouvido um estampido, semelhante a um disparo de arma de fogo. A polícia encontrou uma cápsula de bala deflagrada na frente da casa de Maria Regina. Os policiais estão investigando o caso.

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