Diretor de hospital confirma denúncia contra auxiliar de enfermagem
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 07 (AE) - O juiz Alexandre Abraão, do 3º Tribunal do Júri do Rio, começou ouvir hoje à tarde as sete testemunhas arroladas pelo Ministério Público na denúncia contra o auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, acusado de ter provocado a morte de pacientes internados no Hospital Salgado Filho. O diretor do hospital, Flávio Adolpho Silveira, confirmou a denúncia que fizera à polícia civil, baseado no relato de funcionárias do hospital, acusando o auxiliar de enfermagem de ter matado pacientes.
Guimarães é acusado de provocar a morte de pacientes - com a aplicação de injeções de cloreto de potássio ou desligando aparelhos de respiração - para receber gratificação de agências funerárias indicadas às famílias das vítimas. O réu, que confessou ter matado quatro pacientes no dia em que foi preso e negou o fato em juízo, chegou ao 3º Tribunal do Júri algemado e escoltado por dois policiais militares.
O diretor do hospital contou que foram constatadas duas mortes nas quais "o teor de potássio no sangue das vítimas estava incompatível com a realidade". Nesse dia Guimarães estava de plantão. "Acredito que ainda possa haver picos de mortes em plantões, mas uma projeção estatística aponta para a regularidade das mortes após o afastamento do réu", disse Silveria.
Ainda hoje devem ser ouvidos a auxiliar de limpeza Cátia Rodrigues da Silva, autora da primeira denúncia contra Guimarães
que resultou na investigação policial, e outras cinco testemunhas, entre elas a delegada de polícia Marta Cavalieri e o assessor jurídico da Secretaria Municipal da Saúde, Joaquim do Amaral Filho.


