Curitiba - O diretor de uma escola estadual da localidade de Tijuco Preto, zona rural de Prudentópolis (64 km a leste de Guarapuava) está sendo investigado por atentado violento ao pudor e corrupção de menor. Ele foi preso, anteontem, com base em mandado judicial, depois que relatos de alunas, que teriam sido vítimas, chegaram ao Ministério Público (MP) estadual e à Polícia Civil.
De acordo com o delegado de Prudentópolis, Ricardo de Miranda Monteiro, as meninas denunciaram os abusos em uma reunião de pais e mestres, no final do ano passado, mas o caso foi, de certa forma, abafado pela escola.
Recentemente, um policial militar da Patrulha Escolar soube das acusações e conseguiu cópia da ata e de um CD com o áudio da reunião e entregou à promotoria. Segundo a denúncia, o diretor (o nome não foi divulgado) levava as alunas para a secretaria e as acariciava.
Monteiro disse ainda que foi informado pelo Núcleo de Educação de Irati (responsável por Prudentópolis) que o diretor já havia respondido a processo administrativo pelo mesmo tipo de denúncia, em 2000, em Imbituva. A delegacia local também teria aberto inquérito criminal, naquele ano, mas o processo teria sido arquivado.
A Secretaria de Estado da Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que o chefe do Núcleo de Educação de Irati, Ernani Horst, instaurou sindicância, ainda na semana passada, quando recebeu as denúncias contra o diretor.
Enquanto transcorrer o procedimento administrativo, a secretaria não irá informar detalhes sobre o caso. Não há previsão de quando o processo será concluído. A assessoria informou, ainda, que o Núcleo não tinha conhecimento de que o diretor já responderia criminalmente por denúncia semelhante, em Imbituva.

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