Em Curitiba, o diretor de Controle de Saúde Ambiental da Secretaria Estadual de Sa© úde, Isaías Cantóia Luiz, admite que está ocorrendo uma progressão no número de casos nos últimos anos no Paraná, mas garante que isso não resultará em risco de epidemia. Ele disse que a Secretaria já está atuando de forma intensiva na prevenção e capacitação de técnicos para o diagnóstico precoce e tratamento da doença, principalmente nas áreas mais afetadas.
Os especialistas do Ministério da Saúde basearam a previsão de epidemia em três motivos: o fato do Paraná ser o único Estado do Sul onde a doença é endêmica, ou seja, há registro de casos todos os anos, o crescimento de contaminação de pessoas em atividades de lazer e o crescimento específico em alguns municípios.
O aumento do número de casos da doença, segundo Cantóia, é explicado em função das melhorias no sistema de controle do vetor (o inseto flebotomínio), na distribuição dos medicamentos, prevenção do diagnóstico de tratamento, atividades que até 98 eram funções da Fundação Nacional da Saúde, ligada ao Ministério, e que passou para responsabilidade da Secretaria Estadual a partir do ano passado.

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