São Paulo, 04 (AE) - O diretor de obras da NovaDutra, Leonardo Vianna, negou hoje que a empresa, concessionária da Via Dutra, tenha causado danos ambientais e à população de Resende, no interior do Rio. Os prejuízos, alegados pela prefeitura do município, são objeto de pedido de inquérito contra a concessionária.
Vianna contestou as alegações de que a NovaDutra seja responsável pela poluição causada pelo tráfego de caminhões na rodovia. "Isto não é nossa obrigação, mas atribuição da Secretaria do Meio Ambiente", sustentou. O diretor negou ainda que a concessionária tenha derrubado árvores durante obras de reestruturação da estrada. A prefeitura de Resende exige o o replantio de 20 hectares de árvores que teriam sido retiradas. Segundo Vianna, foram derrubados, no máximo, 90 eucaliptos que estavam à margem da rodovia e prejudicavam o tráfego. Ele afirma que a ação contou com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovávaeis (Ibama).
"Não é verdade a alegação de que cortamos essa quantidade de árvores na região", disse. Hoje, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, anunciou que vai reforçar o pedido de inquérito da prefeitura de Resende contra a concessionária, em razão de danos que teriam sido provocados por falta de medidas para a contenção de encostas e falhas na prevenção de queimadas e incêndio. Vianna não quis comentar diretamente a iniciativa de Sarney Filho, alegando desconhecer os detalhes da ação do ministro. O diretor informou que a NovaDutra já apresentou uma defesa prévia ao Ministério Público.

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