Brasília, 14 (AE) - O diretor de Relações Jurídicas e Institucionais da BCP, Arnaldo Tibyriçá, afirmou há pouco que pretende levar aos membros da Comisssão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, se isto lhe for permitido na sessão de hoje da comissão, a posição do setor de telefonia móvel contrária a que os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) sejam usados apenas por algumas empresas de telefonia fixa.
Ele argumentou que, em princípio, os recursos e outras fontes previstas no projeto do Fust seriam suficientes para suplementar a universalização das telecomunicações além do que já está previsto nos contratos assinados pelas empresas, sem necessidade de que elas contribuam adicionalmente com 1% do seu faturamento. Mas, para o caso de o Congresso manter a decisão de que todas as empresas devem contribuir com esse porcentual, Tibyriçá defende a tese de que todas também tenham direito a essa fonte de recursos de investimentos, que pode oscilar entre R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão.
"Da forma como está, pode-se chegar à situação em que todas contribuem, mas todos terão acesso a esses recursos mais baratos, embora estejamos em um regime competitivo", sustentou. Segundo Tibyriçá, essas empresas terão condições de ampliar sua infra-estrutura com mais facilidade que suas concorrentes. Ele argumentou ainda que, durante a tramitação do projeto de criação do Fust na Câmara, o leque de aplicações dos recursos do fundo foi ampliado, e isso justificaria o acesso de todas as operadoras ao fundo. Também contribui para esta tese, segundo Tibyriçá, a convergência de tecnologias que está ocorrendo no setor.

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