Direitos estão mais claros, mas nem por isso garantidos
Os direitos humanos, tais como foram definidos na Declaração Universal, firmada em 10 de dezembro de 1948 pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, equivalem aos nossos direitos mais fundamentais, sem os quais não somos capazes de nos desenvolver, de participar plenamente da vida e de contribuir para a sociedade.
De acordo com a justificativa apresentada pela comissão da ONU, que redigiu a Declaração, ''o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo''.
Hoje, esses direitos estão mais claros, mas nem por isso mais garantidos. Os signatários da Declaração Universal dos Direitos do Homem sabiam que o que haviam definido estava muito distante de ser alcançado pela humanidade do século XX e, embora não imaginassem, até mesmo do século XXI, como esses dois primeiros anos do terceiro milênio têm demonstrado. Por isso, reforçavam que a Assembléia Geral proclamava a Declaração ''como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito a esses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e aplicação universais e efetivos''.





