Direito de resposta
O Cemitério Parque Memorial Graciosa, localizado em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba, foi citado em reportagem da Folha, no último dia 11 de novembro. A reportagem fez acusações difamatórias, contendo impropriedades, e ainda usou no seu texto afirmações que o promotor Octacilio Sacerdote Filho diz nunca ter falado, até porque ele não foi entrevistado pela jornalista.
No intuito de esclarecer à sociedade o engano cometido, o Cemitério Parque Memorial Graciosa apresenta a real cronologia dos fatos: por meio de uma denúncia feita ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, que acusava o empreendimento de estar poluindo a natureza por se encontrar instalado em área de preservação ambiental, o cemitério sofreu, no ano retrasado, um questionamento e uma ação civil pública. No entanto, o Ministério Público do Paraná, em outubro de 2000, após analisar os laudos técnicos do IAP e da empresa de geologia Geoplan sobre os supostos danos inexistentes segundo os relatórios encerrou o processo constatando que o eventual risco de contaminação era mínimo. Neste documento, ficou decidido que o cemitério passaria por vistorias periódicas como todos no ramo, como vem acontecendo.
Entretanto, a matéria afirma que o caso específico do Memorial Graciosa se arrasta na Promotoria do Meio Ambiente. Ledo engano. Outro erro cometido foi ter dito que o acordo para a extinção do processo teria acontecido entre a Câmara Técnica de Apoio da APA do Iraí e o Ministério Público, sendo tal ação impossível, pois, não existe acordo judicial firmado com quem não faz parte da relação processual. A CAT não tem condição de entrar com a ação civil sem antes constatar e notificar qualquer irregularidade ao Parque Memorial Graciosa.
A responsabilidade do empreendimento com o meio ambiente foi constatada em vistorias realizadas pelo IAP e também na avaliação do doutor e geólogo da Universidade São Judas Tadeu de São Paulo, Leziro Marques da Silva.
O resultado da análise de destinação dos resíduos sólidos (lixo) e líquidos poluentes (necrochorume), monitoramento do lençol freático foi aprovado sem restrição.
De acordo com ele, a forma mais eficaz de redução da carga microbiólogica é conseguida com o processo que utiliza no fundo da laje uma bacia de contenção com produtos oxidantes, como a cal virgem. O procedimento mantém o necrochorume confinado no interior dos jazigos.
Este processo vem sendo utilizado desde 1999 pelo Cemitério Parque Memorial Graciosa, e foi considerado pelo geólogo um dos mais eficientes. Em cada túmulo são colocadas três gavetas de concreto impermeável, tendo no fundo um depósito contendo cal virgem, responsável pela queima de bactérias. As caixas de concreto estão a oito metros acima do lençol freático. Com relação à distância da Represa do Iraí, o empreedimento está a 47 metros acima do nível e a três quilômetros da represa, quando o exigido pelo Código Florestal é 100 metros.
Nota da redação: A reportagem tinha como objetivo esclarecer e alertar o leitor sobre os danos que os cemitérios podem causar ao meio ambiente. A matéria, apesar de conter algumas impropriedades técnicas que não comprometem o conteúdo geral, não quis denegrir a imagem de nenhuma empresa ou pessoa. Ao contrário do que alega o Cemitério Parque Memorial Graciosa, o promotor Octacilio Sacerdote Filho, que repassou informações sobre a interdição e reabertura do cemitério, foi entrevistado pela reportagem.





