Direito assegurado livra meninos das ruas
Curitiba- Quem teve uma oportunidade de sair das ruas, viver em um lar, estudar e ter seus direitos fundamentais garantidos defende o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como um instrumento importante para que outros jovens, hoje excluídos, sigam o mesmo caminho.
É o caso de Adriano Bueno de Andrade, 22 anos, ex-menino de rua, que hoje estuda Educação Física na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e trabalha na área administrativa da empresa Elco Engenharia de Montagens Ltda., no bairro Parolin em Curitiba. ''Antes a gente só ouvia falar que existiam direitos, eles não eram cumpridos. Hoje as pessoas conhecem melhor o que existe e cobram o que os governos deveriam fazer'', diz.
Adriano entrou no Programa da Fundação Educacional Profeta Elias, mais conhecida como Meninos de 4 Pinheiros, aos 11 anos. Ele e Julio Cezar de Oliveira, 21 anos, que hoje estuda Administração de Empresas na PUC-PR, fazem parte da segunda turma de meninos que chegou na chácara Pinheiros. Criada há 12 anos, a primeira casa abrigou 12 meninos. Esses e outros 14, que ainda estavam na rua, construíram a segunda unidade. Hoje, a chácara mantém 80 meninos, entre seis e 17 anos, vivem em cinco casas.
''Foi bem legal vir para a chácara. A gente vivia uma situação complicada na rua. Era legal também na rua, mas não tínhamos onde dormir, às vezes passávamos frio, não tinha o que comer. No começo foi difícil se afastar por causa das drogas. Mas valeu a pena, foi uma segunda vida'', diz Julio Cezar, que trabalha como educador na chácara.(M.G.)





