Direitista suíço compara judeus aos nazistas
Tel Aviv, 26 (AE-ANSA) - O líder da direita populista suíça, Christoph Blocher, acusou organizações judaicas de terem adotado uma técnica de chantagem contra bancos de seu país que se assemelha ao boicote organizado pelos nazistas quando ordenavam que não se comprasse de judeus.
Em uma entrevista publicada pelo diário Yediot Ahronot, de Tel Aviv, depois de sua vitória eleitoral, Blocher garantiu que "na Suíça não existe anti-semitismo" e que seu partido se opõe a qualquer forma de anti-semitismo e de racismo.
Ao mesmo tempo, ele destacou que no caso das contas judaicas controladas durante meio século por instituições bancárias suíças, "muitos suíços se sentiram chantageados pelos pedidos do Congresso Mundial Judaico".
Esses suíços, acrescentou, consideraram inaceitável a ameaça de terem seus bancos boicotados nos Estados Unidos.
Hoje, o chanceler israelense, David Levy, expressou grande preocupação com o fortalecimento de movimentos radicais de direita na áustria, Suíça e França, que ele atribuiu a "lacunas e carências no sistema educacional desses países".
Levy acrescentou que para Israel a situação na Suíça é menos alarmante do que a que foi criada na áustria com a vitória de Joerg Haider.





