Direção proíbe trotes na Medicina
São Paulo, 23 (AE) - A partir do próximo ano não haverá mais trote na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), segundo informou hoje o diretor Irineu Tadeu Velasco. "Enquanto eu continuar na direção, festinhas entre calouros e veteranos não vão mais acontecer", afirmou Velasco. "Pois não adianta, sempre dá confusão".
Segundo a direção, no mês de junho uma comissão vai estudar uma maneira de pôr na prática a proibição do trote. "Desde a época em que eu era estudante, sempre fui contra o trote", revelou Velasco. "Por isso, a idéia é fazer um planejamento seis meses antes, para evitar qualquer problema". Educação - Para o diretor, a morte do estudante deve servir de lição e permitir novo comportamento. "Este ano, já queríamos que a primeira semana de aula fosse para integrar o estudante com a faculdade", contou. "Por isso, organizamos uma série de atividades que iam desde doar sangue até um churrasco com a direção e os pais dos calouros". "Mas tudo isso foi interrompido pela morte do estudante", completou Velasco. "Por isso a faculdade quer que os responsáveis sejam punidos".
Segundo ele, há algumas semanas houve uma festa na Associação Atlética Acadêmica Osvaldo Cruz, que é o clube dos alunos da faculdade, onde o estudante Edison Tsung-Chi Hsueh morreu. "Houve uma briga durante o evento e, por causa disso, determinei que não haja mais esse tipo de festa no local", afirmou. "Determinei a proibição, mesmo que o clube não seja da USP", explicou. (N.A.)





