Direção diz que sem-terra prejudicam atividades do Incra
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quarta-feira, 28 de abril de 1999
Agência Folha 
A Superintendência do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá decidiu suspender o expediente no órgão a partir de hoje, alegando que os cerca de 1.500 sem-terra acampados em frente à sede estão atrapalhando o trabalho. O superintendente Vitor Hugo da Paixão Melo informou ontem à tarde a presidência do Incra sobre a decisão de não ter expediente. É muito barulho e eles atrapalham o acesso dos funcionários, disse Melo.
Ontem, os sem-terra, ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) e ao MST fizeram uma passeata pelo centro de Marabá.
Os manifestantes pedem a desapropriação de 150 propriedades, a maioria delas já invadidas por cerca de 25 mil pessoas. Eles querem também a liberação de créditos e recursos para investimento em infra-estrutura na ordem de R$ 400 milhões.
O superintendente disse, no entanto, que os recursos para o sul do Estado este ano são de R$ 40 milhões, valor dez vezes menor que o reivindicado. Um comissão de sem-terra esteve na Prefeitura de Marabá para pedir uma audiência com o prefeito e presidente da Associação dos Municípios do Consórcio Araguaia e Tocantins, Geraldo Veloso (PSDB), mas não conseguiu. Segundo a prefeitura, os manifestantes queriam em data e horário inconvenientes ao prefeito.


