Direção da Eletrobrás não vê necessidade de alertar população
O presidente da Eletrobrás, Cláudio Ávilla, reclamou de ter sido avisado ''apenas pela imprensa'' sobre vazamento de material radioativo ocorrido dentro da usina nuclear de Angra I. Mas Ávilla aprova o procedimento de não se alertar imediatamente a população sobre problemas que fiquem restritos à área interna da usina, caso dos 22 mil litros de água contaminada que vazaram há quatro meses. ''Se o vazamento tiver efeitos sobre o ambiente, é claro que a população tem de ser avisada com urgência. Mas se o problema ocorrer só dentro da usina, isso deve ser relatado depois, para não causar pânico'', declarou.
O executivo disse que serão revistos os procedimentos de comunicação entre os órgãos de governo ligados à geração de energia nuclear. No vazamento em Angra I, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) soube do vazamento em Angra I mas não o comunicou à Eletrobrás e o caso acabou sendo divulgado pela imprensa no fim de semana. ''Não fomos avisados, e por isso também não avisamos ao ministério (de Minas e Energia)'', disse.
O vazamento de 22 mil litros de água radioativa ocorrido em maio surpreendeu as autoridades locais. A informação só foi divulgada no último final de semana.
A água radioativa foi despejada na parte interna do vaso de contenção da usina, um prédio que cerca o reator. Não houve vítimas nem contaminação de áreas externas da usina, mas o incidente foi classificado de ''não-usual'' e de grau 1 de perigo (a escala vai de 0 a 7). (Das agências)





