Diplomata condenado pela morte de brasileira pode voltar à Geórgia Do correspondente PAULO SOTERO
Diplomata condenado pela morte de brasileira pode voltar à Geórgia Do correspondente PAULO SOTERO15/Mar, 15:39 Washington, 15 (AE) - Gueorgui Makharadze, o diplomata da República da Geórgia que cumpre pena numa prisão federal dos Estados Unidos pela morte da brasileira Joviane Waltrick, de 16 anos, num acidente de automóvel que causou por dirigir embriagado, no centro de Washington, em janeiro de 1997, poderá ser libertado em breve e entregue à custódia do sistema judiciário de seu país. Makharadze, de 38 anos, reconheceu sua culpa, concordou com a suspensão de sua imunidade diplomática e foi sentenciado a uma pena de sete a 21 anos. Pelas leis americanas, ele só poderia ser beneficiado pela liberdade condicional, por bom comportamento, em 2003. Mas o governo da Geórgia, que colaborou com os EUA na época do acidente, convencendo Makharadze a abrir mão da imunidade, invocou recentemente tratados entre os dois países para pedir ao governo americano que permita o retorno do diplomata a seu país. De acordo com a solicitação, Makharadze seria colocado sob a jurisdição dos tribunais da Geórgia e sentenciado de acordo com as leis locais. Não há garantia, no entanto, de que ele cumpriria parte ou o restante da pena a que foi condenado nos EUA. O Departamento de Justiça pediu a opinião da mãe de Joviane, Viviane Wagner, que voltou para o Brazil meses depois da tragédia, e das quatro outras pessoas que ficaram feridas no acidente. Todos disseram que Makharadze deveria cumprir nos EUA a setença a que foi condenado. Mas é pouco provável que isso acontecerá. Nas cartas que enviou à família de Joviane e às demais vítimas, o Departamento de Justiça prevê que, mais cedo ou mais tarde, o pedido do governo da Geórgia será atendido. Quando ocorrer, o retorno de Makharadze a seu país acontecerá sob um programa de troca internacional de presos que os EUA começaram em 1997. Desde então, mais de 3 mil estrangeiros condenados pela justiça americana foram devolvidos a seus países e mais de 2 mil americanos sentenciados no exterior retornaram aos EUA. O programa prevê que, em princípio, todos devem cumprir pelo menos parte da pena a que foram condenados. Mas não há informação sobre como esse princípio é aplicado na prática.





