Diplomacia avança lentamente em busca de solução política
Roma, 16 (AE-ANSA) - A diplomacia avança, apesar de lentamente
em busca de condições que permitam manter a esperança de uma solução política para a guerra na Iugoslávia, que entrou hoje (16) em sua quarta semana.
Um sinal disto foi o anúncio do chanceler francês Hubert Vedrine, quem admitiu hoje que por enquanto "não existe nenhum projeto concreto de data" para a reunião dos ministros de Relações Exteriores do G-8.
A cúpula dos sete países mais industrializados somados à Rússia, segundo analistas, encerra a possibilidade de avançar na ação diplomática, mas por enquanto continua sem resolver o âmago da questão: a composição da força internacional de segurança que deverá garantir o retorno dos refugiados a Kosovo.
Os principais bloqueios a um eventual acordo continuam sendo as diferenças entre Otan e Rússia e a ausência de sinais por parte do presidente sérvio Slobodan Milosevic aos pontos solicitados pela aliança, a União Européia (UE) e a Organização das Nações Unidas (ONU).
O governo francês segue reclamando um papel importante para o Kremlin e insiste em um compromisso cada vez maior da ONU. O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, voltou a ocupar hoje um papel importante e manteve consultas no Palácio de Cristal com os membros do Conselho de Segurança do organismo.
A Europa, por sua parte, se mantém fiel à Otan, convencida da necessidade de continuar com os ataques até que o homem forte de Belgrado aceite as condições impostas nos tratados de paz, mas não fecha a porta para a política.
A Itália reiterou isto hoje mediante o presidente do Conselho de Ministros, Massimo D Alema, e o chanceler Lamberto Dini, que destacou que "a firmeza da ação militar e a tenacidade da diplomacia são as duas caras de uma mesma moeda".
França e Alemanha também concordam com ele, tal como fica refletido no projeto para a futura administração interina confiada à UE, proposto por Paris, e o plano de paz de seis pontos, apresentado por Bonn.





