Campinas, SP, 25 (AE) - Dioxina é o nome genérico de diversos compostos de hidrocarbonetos e cloro, todos incluídos na lista dos Poluentes Orgânicos Persistentes, ou POPs. As dioxinas mais comuns são subprodutos da produção de herbicidas, pesticidas e substâncias usadas para conservar madeira ou provêm da incineração de alguns tipos de plástico. São muito tóxicas, mas ainda não foram banidas, nem nos países desenvolvidos. Em vez disso, busca-se o controle das emissões através de normas de segurança para lixo e de novos processos industriais.
A intoxicação por inalação, absorção pela pele ou ingestão de dioxinas causa distúrbios do sistema nervoso e imunológico, câncer e, no caso de fetos, compromete várias funções cerebrais e a formação do pálato. A intoxicação pode ser crônica, pois quando não são expostas à luz, as dioxinas persistem mais de 10 anos no solo ou na água e entram na cadeia alimentar, acumulando-se na gordura do leite e da carne de gado, frango ou peixes.
Os acidentes mais graves relacionados a dioxinas foram o de Times Beach, nos Estados Unidos, em 1970, pela inalação de óleo contaminado, utilizado nas estradas para reduzir a poeira; o de Seveso, na Itália, em 1976, devido à explosão de uma fábrica e emissão de altos teores de TCDD (o pior tipo de dioxina); e de YuCheng, em Taiwan, em 1979, quando 2 mil pessoas comeram óleo de arroz contaminado.

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