Especial para a Folha

Agência EstadoNem cá, nem láPara Diolinda, o governo não prioriza o que é importante e não tem planos definidos para a reforma agrária. ‘‘Não recebe nem os sem-terra nem os ruralistas para intermediar o diálogo. O pessoal de Brasília fala muito e faz pouco’’PRESIDENTE PRUDENTE - As críticas da União Democrática Ruralista (UDR) ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) - principalmente a José Rainha - publicadas há uma semana na Folha de Londrina, não ficaram sem a resposta de Diolinda Alves de Souza, mulher do líder sem-terra.
Rainha está desaparecido desde a decretação de sua prisão e da de outros quatro líderes do MST no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de São Paulo). No entanto, Diolinda saiu imediatamente em defesa do marido, a quem o presidente da UDR no Pontal do Paranapanema (SP), Roosevelt Roque dos Santos, acusou de participar do duplo assassinato do policial Sérgio Narciso da Silva e do fazendeiro José Machado Neto, no dia 5 de junho de 1989, no município de Pedro Canário (ES). O julgamento está previsto para o dia 19.
Na entrevista que concedeu à Folha, Diolinda, considerada a segunda voz mais forte do MST no Pontal do Paranapanema, fala desse episódio e de posições que acirram ainda mais as diferenças com os fazendeiros. Diolinda e a UDR só concordam num ponto: os governos federal e paulista não conseguem agradar nem aos sem-terra nem aos fazendeiros.

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