As patologias relacionadas ao dinheiro trazem a dificuldade de escapar do narcisismo e o indivíduo cai na armadilha da manipulação do outro. Quando o poder econômico torna-se patologia perde-se o real sentido do dinheiro. O psicanalista Sigmund Freud escreveu que o dinheiro é o símbolo mais organizado que a civilização concebeu. O problema está em como ele é usado: trocado por sentimento. ‘‘Aí começa a falência da ética’’, afirma Capelatto.
Nossa sociedade perdeu o prazer real do dinheiro – a troca – e passou a utilizá-lo para o poder. ‘‘É uma doença incorporada a uma sociedade que tem como base a desidentificação’’, diz Capelatto. O dinheiro numa sociedade desidentificada perdeu o sentido de solidariedade, que tem por princípio fazer o bem ao outro para que todos fiquem melhor.
Capelatto alerta que o uso do dinheiro numa sociedade competitiva, numa sociedade de exclusão pode se transformar em patologia na qual a relação entre o poderoso e o não poderoso se dá através de manipulação.
Na família este comportamento se manifesta em atitudes aparentemente comuns: pais que garantem o bom comportamento dos filhos em troca de dinheiro. (E.P.)

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