Dinheiro para repressão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de março de 1999
Por Ariel Palacios, especial para a AE 
Assunção, 31 (AE) - O ex-presidente do Paraguai, Raúl Cubas Grau, e seu antigo padrinho político, o ex-general Lino César Oviedo, teriam utilizado US$ 700 mil pra pagar grupos paramilitares, retirados de fundos públicos às pressas poucos dias antes do fim de seu governo. A acusação foi feita pela Procuradoria Geral da república, que afirmou que o dinheiro foi retirado do Banco Nacional del Fomento (Banco Nacional do Estímulo ao Desenvolvimento). Segundo o procurador Aníbal Cabrera Verón, o dinheiro foi retirado entre o dia 25 e 26 de março, ou seja, dois dias antes da renúncia de Cubas Grau e da fuga de Oviedo para a Argentina, onde pediu asilo.
Como medida preventiva, o procurador solicitou o congelamento dos bens de Cubas Grau e Oviedo. O dinheiro teria sido usado para financiar a repressão paramilitar dos últimos dias do governo Cubas Grau, que incluiu franco-atiradores e movimentação de militantes "oviedistas" contra os manifestantes que pediam a destituição do presidente.


