São Paulo, 30 (AE) - Apesar de a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) estar fixada em 13% ao ano, nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as vendas das indústrias de máquinas e equipamentos, o dinheiro tem custado de 21% a 22% por causa das intermediações (spreads) dos bancos, denunciou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luís Carlos Delben Leite.
Delben criticou orçamento limitado do BNDES para o setor e acusou o BNDES de não ampliar "nunca" a dotação. "Ao invés de procurar ajudar companhias que estejam em dificuldades, o BNDES deveria financiar as vendas do setor de máquinas e equipamentos, pois assim estaria gerando mais riquezas no País, principalmente mais empregos", afirmou.
"Um País que tem um PIB de cerca de US$ 900 bilhões deveria ter financiamentos da ordem de 23% a 25% do PIB para o setor. Países desenvolvidos têm essa política", alertou o empresário.
No Brasil, disse Delben, o financimento de máquinas e equipamentos cobre só 60% do valor do bem vendido, com o empresário produtor bancando com os outros 40% do seu próprio bolso. "É algo que não dá para se entender. Isso começou a ocorrer no BNDES desde setembro do ano passado. Além de ter um dinheiro caro, com juros que vão até a 25%, ainda tem que bancar 40% do próprio bolso", afirmou.
A Abimaq também está procurando convencer o governo de que deve isentar máquinas e equipamentos do Imposto sobre Produtos Industrializados. "Afinal de contas com uma redução no preço do produto, o comprador fica mais sensibilizado e o produto fica mais competitivo no mercado."

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