Dinheiro desviado em Goiás reaparece em conta
Dinheiro desviado em Goiás reaparece em conta9/Mar, 19:26 Por João Unes (especial para a AE) Goiânia, 09 (AE) - Os R$ 5 milhões que foram desviados há 15 meses da Caixa Econômica do Estado de Goiás (Caixego) reapareceram. O ex-subprocurador-geral do Estado de Goiás Isaías Carlos da Silva anunciou hoje, em nota à imprensa, o depósito de R$ 5 milhões em uma agência do Bradesco em Brasília, destinada à agência central de Goiânia, em nome da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual. Segundo testemunhas ouvidas pela Justiça, o dinheiro que deveria ser usado no pagamento de acertos trabalhistas de 124 ex-funcionários da Caixego teria sido desviado para financiar a campanha eleitoral do PMDB para o governo do Estado, em 1998. Mesmo com a 'devolução' dos R$ 5 milhões, o caso Caixego permanece cercado de mistérios. Segundo o ex-subprocurador-geral o dinheiro lhe foi entregue por seu ex-sócio Valdemar Zaidem Sobrinho. "Dinheiro que ele me entregou para que fosse levado a depósito judicial, a fim de que o Poder Judiciário competente possa decidir a quem pertence, se aos ex-empregados ou aos seus advogados, na forma do que foi pactuado", informou Isaías. A informação do ex-subprocurador é contestada pelo seu ex-sócio Valdemar Zaidem, que garante não ter nenhum tipo de contato com Isaías há mais de oito meses. "Não entreguei dinheiro para ninguém", sustenta. Isaías afirma ainda que o depósito não foi feito anteriormente "em razão da enorme confusão sobre o caso". "Há interpretações maldosas, tendenciosas, manipuladas e o envolvimento de várias pessoas que nada tiveram com o acordo, inclusive eu, bem como as pressões sofridas por todos, quando o processo tramitava na Justiça Federal, com sequestro de bens, salários e outras contrições ilegais e arbitrárias que foram cometidas", disse o ex-subprocurador. Além de Isaías e Valdemar Zaidem, a Justiça investiga os advogados Élcio Berquó Curado Brom, Antônio Moniz Nunes da Nóbrega, Gil Alberto Resende e Silva, Edivaldo Silva Andrade e o suplente de senador Otoniel Machado Carneiro, irmão do senador Iris Rezende (PMDB-GO). O procurador-geral do Estado, Diógenes Mortoza, disse hoje que o governo vai lutar na Justiça para que os R$ 5 milhões sejam transferidos para o Tesouro do Estado.





