Curitiba – O superintendente de Gestão de Sistema de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), Paulo Almeida, disse que a "diminuição no número de leitos não significa queda na qualidade do atendimento e nem em pacientes desassistidos". Um exemplo disso, segundo ele, é que a média de internações continua estável. Em 2010, foram realizadas 778 mil internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em 2015 foram 757 mil. Já o dinheiro gasto com as internações cresceu 30%. Há cinco anos foram gastos R$ 855 milhões e no passado, R$ 1,1 bilhão. "A nossa política hospitalar é trabalhar com a qualidade do leito e a vinculação do paciente", reforçou.
Almeida lembrou que a política de fechamento de hospitais psiquiátricos interfere nesse número, assim como o fortalecimento da atenção primária. Outro fator que influencia é o fechamento de leitos em hospitais pequenos. O superintendente argumentou que é preciso levar em conta outros índices que refletem a qualidade do serviço prestado, como a redução da mortalidade materna e o mutirão de cirurgias seletivas que o Estado vem realizando desde agosto do ano passado, alcançando o número de 60 mil. (A.D.C.)

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