Diminui o risco de dengue no Brasil
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sábado, 18 de dezembro de 2004
Lisandra Paraguassú<br>Agência Estado 
Brasília, DF- A infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, diminuiu entre 2003 e 2004 no Brasil, mas alguns municípios ainda podem ter surtos da doença. Um levantamento feito nas 63 cidades com maior risco de infestação mostrou que 43,4% das áreas visitadas estão com Índices de Infestação Predial abaixo de 1% - considerado o ideal pelo Ministério da Saúde. No ano passado, a infestação estava abaixo de 1% em 34,6% das localidades fiscalizadas.
O Índice de Infestação Predial indica o número de casas visitadas onde são encontradas larvas do mosquito. Para o ministério, o ideal é percentual inferior a 1%. Se o índice fica entre 1% e 3%, a situação é de atenção. Acima disso, é considerado caso de alerta, pois a população de mosquitos cresce no verão e facilita a transmissão da doença.
De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, apesar da diminuição da infestação na maior parte dos municípios, algumas áreas preocupam. É o caso da zona metropolitana do Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu (PR) e boa parte da região Norte do País.
O Rio ainda não terminou o mapeamento, mas três dos seis municípios da zona metropolitana visitados estão em situação de alerta. Em Niterói a infestação cresceu do ano passado para cá. Na capital, a apuração ainda não acabou, mas em 2003 a infestação predial era de 5,6%. ''O fato de não ter havido novas epidemias depois de 2002 não significa que a situação melhorou no Estado. Qualquer mudança no vírus ou a entrada do tipo 4, que ainda não aconteceu, pode levar a uma nova epidemia'', disse Barbosa.
A chegada de um novo vírus acarreta uma nova epidemia, pois as pessoas não estão imunizadas contra ele.A epidemia no Rio em 2002, que concentrou mais de 90% dos casos da doença no País naquele ano, foi causado pela chegada de um novo vírus no Brasil, o do tipo 3. Existem hoje quatro tipos conhecidos do vírus da dengue. O 1 e o 2 eram os responsáveis pela epidemia anterior. O tipo 3 ainda não se espalhou pelo País. ''Não podemos baixar a guarda, mesmo que a tendência desse verão seja a de ser tranquilo'', disse o secretário.
O ministério repassou os resultados da pesquisa e recursos extras aos municípios para que tentem diminuir a infestação antes de janeiro, quando começa a época mais perigosa de transmissão da dengue.


