Diminui número de aliados na véspera da votação
São Paulo, 17 (AE) - Durou menos de 24 horas a empolgação dos articuladores políticos do Palácio das Indústrias quanto ao número de votos disponíveis para evitar a continuidade do processo de cassação do prefeito Celso Pitta (PTN), que deve ir amanhã (18) a plenário na Câmara. No final da tarde, segundo a reportagem apurou, menos de 18 dos 55 parlamentares ainda se mantinham fiéis ao prefeito, número insuficiente para arquivar o pedido de afastamento (23). Pela manhã, essa marca chegava a 21, com a possibilidade de ser reforçada por indecisos.
Ontem (16), assessores do prefeito garantiam "fácil" o voto de 23 vereadores para enterrar o pedido de impeachment. O argumento seria a citação de vereadores no relatório da oposição como participantes de um esquema de recebimento de dinheiro do Executivo e a necessidade de manter Pitta no cargo para obter verbas no Orçamento para os redutos eleitorais dos governistas. O secretário de Governo, Carlos Augusto Meinberg, e o próprio prefeito Pitta estariam procurando os governistas para conversas.
"O Executivo não tem mais a quem recorrer", dizia um governista. Para ele, a aprovação em plenário, definida por voto aberto, é provável. "Ninguém vai querer se queimar agora."





