Dilma vai delegar a Samarco custos com tragédia
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Folhapress 
Brasília - A presidente Dilma Rousseff pediu ontem que o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) delegue à mineradora Samarco e seus controladores, Vale e BHP, todos os custos para recuperar os municípios atingidos pelo rompimento de duas barragens na região de Mariana, em Minas Gerais.
O ministro da Casa Civil vai organizar um reunião, que deve acontecer ainda esta semana, com representantes da mineradora e da Defesa Civil, além do Ministério da Integração Nacional, para discutir os gastos com abastecimento de água nas cidades atingidas pela lama. O objetivo é que os municípios apresentem as contas quanto a carros-pipa, adutoras e sistema de abastecimento para que a Samarco pague todas as despesas. Depois de uma semana do acidente, Dilma deve visitar a região hoje.
Ainda ontem, a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) disse que o governo estava analisando aplicação de multa contra as empresas. Ela também ressaltou que o acidente foi uma "catástrofe ambiental" e que o governo federal deve avaliar a possibilidade de endurecimento na legislação e fiscalização para que novos desastres como este não ocorram.
Na primeira aparição publica após o rompimento das barragens, os diretores presidentes da Vale e da BHP Billiton declararam ontem que criarão um fundo de assistência destinado às comunidades vítimas do acidente. O presidente da Samarco, Rodrigo Vescovi, também participou da entrevista conjunta. Os três não deram detalhes sobre o fundo, nem falaram sobre valores. Murilo Ferreira, da Vale, disse que ainda não é possível apontar as causas do rompimento porque as averiguações estão "no início".
VÍTIMAS
A quinta vítima identificada do rompimento da barragem de Mariana é Thiago Damasceno, de 7 anos. O corpo do menino foi velado ontem em um cemitério da cidade. Thiago é a segunda criança encontrada. Há mais três corpos localizados que ainda foram não identificados. O menino morava no subdistrito de Bento Rodrigues, o primeiro a ser atingido pela lama de rejeitos da mineradora Samarco. Ele estava ao lado da avó paterna - que ainda está internada em Belo Horizonte - quando as barragens se romperam. Segundo relato da avó, o garoto foi carregado pela força da lama. Com a identificação da criança, o número de desaparecidos na tragédia cai para 20 pessoas.


