Dilma defende sustentabilidade com inclusão
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Marcelo Portela e João Domingos <br> Agência Estado 
Belo Horizonte - A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, véspera da abertura da Rio+20, que o governo vai continuar incentivando o consumo e avaliou que medidas nesse sentido não são incompatíveis com um desenvolvimento sustentável. A postura do governo diante da questão, confirmada pela presidente em discurso em Belo Horizonte, já havia sido adiantada no dia anterior pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que classificou como ''miopia ambiental'' as críticas a ações como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis novos.
Dilma declarou que, para ela, o desenvolvimento sustentável ''está na ordem do dia'' e só pode ser alcançado com a inclusão da população no mercado de consumo. Segundo a presidente, o tema não pode ser relegado a segundo plano diante de questões como os problemas que afetam as economias de países europeus. ''Muitas pessoas acham que a crise econômica pode tirar a atenção das questões suscitadas pelo desenvolvimento sustentável. Eu considero o contrário.'' E salientou ainda que a turbulência econômica deve fazer justamente ''com que os nossos olhos se dirijam para um conceito de desenvolvimento em que os três eixos sejam integrados''.
Os ''três eixos'', de acordo com a presidente, são o crescimento econômico, a inclusão social e a preservação ambiental. ''É possível ter o País se desenvolvendo economicamente. Para que se desenvolva economicamente, que não seja para suas pessoas, para sua população?'', indagou. ''Que cresça e inclua sua população. Que seja, do ponto de vista social, um desenvolvimento com justiça. E que ao mesmo tempo respeite o meio ambiente'', completou a presidente.
Criar um modelo que garanta esse tipo de desenvolvimento, segundo Dilma, é ''o grande desafio'' da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que vai reunir a partir desta quarta-feira mais de 100 chefes de Estado na capital fluminense para debater a questão.


