São Paulo, 04 (AE) - A digitalização de papéis feita em grandes corporações começa a chegar às pequenas e médias empresas e aos profissionais liberais. Pelo menos esse é o objetivo da Digital Point, que espera imprimir um ritmo que alcance a marca de 300 mil imagens digitalizadas por mês até o final do ano. Para se ter uma idéia, só o segmento do mercado que atualmente tem acesso a essa tecnologia deverá movimentar US$ 2 bilhões até 2002 no Brasil, segundo pesquisas do Cenadem (Centro Nacional de Desenvolvimento do Gerenciamento da Informação).
A redução do papel ganha força nos Estados Unidos principalmente por oferecer vantagens como o corte de custos, aumento da segurança, praticidade no manuseio e acesso ilimitado. "Ainda estamos longe da sociedade sem papel, pois, ao contrário do que se previa, a tecnologia da informação gerou mais papel que qualquer outra", ressalta o diretor da Digital Point, Wilton Tamane. De acordo com a empresa de software Adobe, o consumo de papel cresceu 20% no último ano e deverá chegar a 6 trilhões de páginas nos EUA até o final do ano.
A idéia baseia-se no conceito de que o meio digital possibilita o melhor uso do conhecimento inserido em qualquer tipo de documento ou papel, desde uma coleção de cartas até um conjunto de notas fiscais. Com a cópia digital qualquer pessoa pode reproduzir um documento, transmiti-lo digitalmente - reproduzindo cópias ilimitadas e guardando digitalmente o original. A cópia digital permite ainda alterar originais, editá-los e disponibilizá-los de forma imediata a um universo ilimitado de pessoas.
A solução da copiadora digital é fruto de uma parceria que reúne a fabricante de scanners de alta velocidade Fujitsu, a Lexmark, que integra o scanner e a impressora, e a Granfile, uma empresa do Grupo Granero. Em março, o número de documentos transpostos do papel ao bit chegou a 50 mil na única loja, instalada em dezembro do ano passado no Shopping Iguatemi. O diretor da Digital Point, Wilton Tamane, responsável pelo desenvolvimento de soluções personalizadas e também pelo serviço de balcão, explica que boa parte dos meses de janeiro e fevereiro foi consumida na prestação de informações.
A Digital Point espera ampliar sua rede através de parcerias com empresas copiadoras. Tamane aposta que os preços vão tornar o serviço atraente: página digitalizada (R$ 0,17), armazenamento de até 3 milhões de imagens na Internet (R$ 40,00)
inserção dos arquivos digitalizados em CD (R$ 7,80) e em disquete (R$ 1,00), depósito (físico) dos documentos digitalizados (R$ 1,60 por caixa ao mês).

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