A divulgação da violação do painel eletrônico do Senado Federal depois da sessão que cassou o mandato do senador Luiz Estevão, está despertando o interesse sobre a segurança do banco de dados de diversas instituições nacionais. Tal preocupação motivou a administração do Supremo Tribunal Federal (STF) a se manifestar na última semana, sobre a segurança do banco de dados da instituição.
Na ocasião, o secretário de Informática do Supremo Tribunal Federal, Leonardo Alam da Costa, revelou que os dados processuais do Tribunal estão protegidos por um sistema denominado identificador biométrico. O sistema foi criado para garantir a segurança e o sigilo absoluto das informações.
O secretário informou que o sistema é controlado por um pequeno aparelho, em forma de mouse, também utilizado por órgãos do governo norte-americano, entre eles a Nasa, o FBI e o Pentágono. O secretário de Informática do STF, informou que o indentificador biométrico permite identificar a impressão digital do usuário cadastrado, substituindo as senhas tradicionais.
Leonardo Alam da Costa salientou que o objetivo do sistema é saber se é realmente o próprio usuário quem está tendo acesso às informações que lhe são devidas, ‘‘não havendo compartilhamento de senha ou coisas desse sentido’’. De acordo com o secretário de Informática, até o fim deste ano o sistema de segurança, que hoje atinge um terço dos computadores do STF, será estendido à totalidade dos equipamentos, controlando e protegendo o acesso às informações. Segundo ele, o STF investiu R$ 280 mil no novo sistema de segurança.

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