Digitais não identificam autores
Os fragmentos de digitais encontrados no interior do Boeing da Vasp não foram suficientes para identificar os suspeitos pelo sequestro do vôo 280/200, que levava R$ 5 milhões do Banco do Brasil (BB). A conclusão é do Instituto de Criminalística de Londrina (ICL), que irá entregar hoje de manhã à Polícia Federal o laudo sobre as digitais. As marcas foram encontradas em objetos que teriam sido manuseados pelos cinco integrantes da quadrilha, que sequestrou o avião para roubar o dinheiro.
A polícia também receberá o laudo sobre o exame feito na picape Ford Ranger, usada durante a fuga da quadrilha, em Porecatu. O veículo foi encontrado no dia seguinte ao assalto e submetido a uma varredura no ICL de Londrina. No laudo que será entregue hoje pela manhã à PF, o ICL também confirmará que são falsos o RG e o CPF, usados por Júlio Alt Viveiro, comprador da Ford Ranger em Paranavaí. Já os documentos do veículo usado pela quadrilha em Porecatu são autênticos.
Segundo o chefe-adjunto do ICL, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, a identificação foi dificultada porque a partir da Constituição de 98, as pessoas detidas foram desobrigadas de fazer o exame decatilar (tirar a impressão digital dos 10 dedos da mão). Cada exame era dividido em 10 partes e classificado, segundo as características da digital de cada dedo. Com esse arquivo criminal a polícia técnica poderia fazer uma checagem das informações.
De acordo com o chefe do ICL, sem esse recurso os peritos ficaram na dependência da apresentação de nomes de suspeitos, o que não aconteceu até o início da noite de ontem. Ontem à tarde o perito criminal Marco Antonio Otta ainda trabalhava em mais quatro impressões encontradas no Boeing da Vasp, totalizando sete digitais.
Na picape parcialmente desmontada pelos peritos não foram encontradas digitais. De acordo com o perito criminal Luís Noboru Marukawa, havia fios de cabelo no interior do veículo, mas também não será possível realizar um exame de DNA. Os fios de cabelo não têm o bulbo, justificou. Segundo o ICL, o fio de cabelo é composto de creatina e não serve para o exame por ser uma susbtância inorgânica. (L.R.)





