Dificuldade em superar o nervosismo
Curitiba - A recepcionista Gisele Constantino, de 30 anos, tentou retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por quatro vezes e, por enquanto, não pensa em fazer o processo novamente. Ela conta que quer adquirir mais confiança antes de frequentar todas as aulas e marcar um novo exame prático. Em todas as outras tentativas, ela falhou no momento de fazer a baliza. "Uma vez o carro morreu porque estava com problemas na embreagem, outra vez eu estava nervosa e o tempo para fazer a manobra acabou se esgotando", explicou.
Gisele frequentou uma autoescola na cidade de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, onde mora, e no exame prático foi até o Detran na capital. "É complicado porque você chega no local e tem gente saindo chorando, chegando nervosa. Além disso, os avaliadores são rigorosos e tem muita gente olhando o que você está fazendo. Isso acaba influenciando o resultado", avaliou. Ela disse que gastou cerca de R$ 2,5 mil nas quatro tentativas, o que também pesou para decidir esperar mais um tempo antes de voltar a um centro de formação de condutores.
O técnico administrativo Diogo Willms, de 28 anos, passou por três exames até conseguir retirar a carteira de habilitação. "Na primeira vez deixei o carro morrer e fiz a baliza sem dar sinal, estava muito nervoso. Depois, por desatenção e estar ansioso, fui desviar de uma senhora na rua e acabei entrando na contramão, enfim, aconteceram vários problemas. Já na terceira tentativa estava tranquilo e com confiança, desta forma correu tudo bem", contou.
Um ponto levantado por Diogo é que a espera para realizar o exame pode influenciar no rendimento dos motoristas. "Você fica 40 minutos esperando, com a expectativa grande, e várias pessoas que também estão nervosas. É um ambiente complicado", afirmou.(R.C.J.)





