Belo Horizonte, 01 (AE) - A cidade mineira de Diamantina foi eleita hoje em Marrakech, no Marrocos, Patrimônio Cultural da Humanidade, em votação do Comitê da Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (Unesco). A votação foi acompanhada pelo prefeito João Antunes (PFL), que deflagrou, há dois anos, uma grande campanha para que o município obtivesse o título, disputado por 56 cidades de todo o mundo.
Segundo o jornalista Américo Antunes, um dos coordenadores da campanha e filho do prefeito, Diamantina chegou à fase final do processo de escolha com mais três municípios: Mosdar, na Bósnia, Graz, na áustria, e Kempeschi, no México. "Mas essas cidades não concorreram entre si, já que todas podiam ser eleitas", disse.
Diamantina, importante centro artístico e comercial quando o Brasil pertencia a Portugal, particularmente durante o Ciclo do Garimpo, é a segunda cidade mineira a receber o título da Unesco, depois de Ouro Preto (eleita em 1980), e terceira localidade do Estado considerada Patrimônio da Humanidade - a outra é um santuário, em Congonhas.
A prefeitura teve de elaborar um plano diretor, por exigência da Unesco, com o compromisso de manter o acervo preservadopara poder concorrer. O título foi comemorado pelo governador mineiro Itamar Franco (PMDB), que divulgou nota assim que soube do resultado. "Minas e os mineiros compartilhamos com o mundo o privilégio de Diamantina", disse. A eleição foi confirmada pela representação da Unesco, em Brasília, mas o resultado oficial só será divulgado no sábado, no Marrocos.

mockup