Washington, 08 (AE-DOW JONES) - O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, anunciou nesta quarta-feira (08) que Israel e Síria irão retomar as negociações para um acordo de paz no início da próxima semana, em Washington.
Clinton disse ter esperança de que as negociações entre Israel e Líbano também possam ser retomadas em breve. O presidente norte-americano também disse que israelenses e palestinos concordaram em prosseguir com seu cronograma de negociações sobre o status final da Palestina apesar do recente retrocesso no diálogo entre as duas partes.
No entanto, Clinton fez um alerta de que as negociações de paz não serão fáceis para nenhuma das partes e disse que não há nenhuma garantia de sucesso. "Não pode haver nenhuma ilusão. Todos caminhos da estrada são árduos, a tarefa de negociar acordos será difícil. O sucesso não é inevitável. Israelenses, palestinos, sírios e libaneses terão de confrontar questões fatídicas. Eles estarão diante de escolhas duras", disse Clinton, no início de uma entrevista coletiva.
Contudo, Clinton chamou atenção ao fato de israelenses e sírios estarem retomando as negociações de paz como uma "oportunidade histórica".
"Acho que ambas as partes estão convencidas o suficiente de que suas necessidades podem ser alcançadas por meio de uma negociação ou eles não teriam alcançado este acordo hoje", afirmou.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e o ministro das Relações Exteriores da Síria, Farouk Al Sharaa, iniciarão o processo de negociação em Washington, antes do diálogo ser levado para o Oriente Médio.
A Rússia foi outro tema internacional abordado por Clinton. O presidente norte-americano deixou claro que aos Estados Unidos não interessa impor sanções à Russia por causa da guerra contra a Chechênia, nem mesmo cortar a ajuda bilateral a Moscou.
"Um regime de sanções deve ser imposto pela ONU e a Rússia possui poder de veto no Conselho de Segurança. Mas não estou certo de que isso seja de nosso interesse", disse.
Para Clinton, a Rússia já está pagando um preço alto, em termos de opinião pública, pela guerra na Chechênia. "E isso é ruim porque eles precisam do apoio não apenas do FMI e do Banco Mundial. Eles precisam de investidores, de pessoas que tenham confiança no que eles estão fazendo", afirmou.
Apesar disso, o presidente norte-americano deixou claro que os Estados Unidos não têm interesse de ver o triunfo dos rebeldes chechenos. "Não tenho simpatia pelos rebeldes chechenos. Não tenho simpatia pela invasão no Daguestão", declarou.
O terceiro tema internacional abordado por Clinton foi o pacote de ajuda à Colômbia, para que o país possa combater o narcotráfico e os rebeldes patrocinados pelo crime organizado. "A Colômbia já é terceiro maior destino da ajuda norte-americana. Mas acho que devemos fazer mais", afirmou Clinton.

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