Londrina - Para a assessora pedagógica do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Curitiba, Fátima Chueire Hollanda, a situação está "pacificada" em praticamente todo o Estado. Para ela, a data de corte deve ser 31 de dezembro. "Não poderia haver diferença entre as escolas, pois a lei não se restringe apenas às particulares ou às públicas. Essas particularidades causam muitos transtornos às famílias", avalia.
Segundo ela, a resolução do CNE contraria dispositivos legais e constitucionais ao definir uma data para ingresso. "A maturidade não pode ser determinada se a criança faz 6 anos no dia 31 de março ou 1º de abril. Essa decisão só impede que a criança tenha uma evolução lógica e natural do ensino infantil", avalia, completando que esse "freio" do sistema público seria uma maneira de driblar a falta de condições de atender a demanda de crianças no primeiro ano.
Márcia Murillo, pedagoga da Mercur, empresa do ramo de educação, diz que não há crianças iguais, portanto, uma idade de corte sempre será relativa, seja por uma avaliação da escola ou dos pais. "Temos ainda que levar em consideração as especificidades regionais. Cada Estado tem suas características. O que temos visto, de forma geral, é uma antecipação e uma aceleração dos conteúdos dessas crianças, sobretudo no sistema privado, onde se tem a ideia de que tempo é dinheiro. Portanto, quanto mais cedo o ingresso, melhor."
Por isso, conforme a pedagoga, o diálogo da escola com a família é fundamental, "pois nem todas as crianças respondem da mesma maneira". "Independentemente da decisão da data do ingresso, a criança deve ter seu tempo de brincar respeitado. Ainda é cedo para avaliarmos a ampliação do ingresso da criança na escola; são apostas feitas visando o melhor na vida dos alunos. Mas acredito que o desafio da educação é tornar o ambiente escolar mais agradável, conseguindo manter o equilíbrio entre conteúdo e o ambiente mais leve", pontua Márcia.(M.T.)

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