Diagnóstico veio depois de dois anos
Londrina - A dona de casa Silvana Lucia da Silva Mafort começou a suspeitar que a filha Maria Luiza, 7 anos, não estava se desenvolvendo a contento antes mesmo da menina completar dois anos. "Ela tinha a fala difícil, não olhava nos olhos e não interagia com as pessoas", conta a mãe, que esperou mais dois anos para receber o diagnóstico definitivo de que a filha tinha autismo.
Desde então, Maria Luiza recebe acompanhamento em uma escola especializada e também faz terapia comportamental com um psicólogo, o que permitiu vencer vários desafios. "Mas é uma menina que não pode nunca ficar sozinha."
Tesoureira da Associação de Mães e Amigos de Autistas de Londrina (AMAA), Silvana denuncia que o município não tem estrutura suficiente para atender gratuitamente os casos diagnosticados. "Os profissionais qualificados não são acessíveis e a única escola especializada tem poucas vagas", diz a mãe, que lamenta o fato da novela "Amor à Vida" não mostrar essa realidade aos telespectadores. "Pelo que a TV mostra, não dá para dizer que a Linda é autista. A novela poderia informar melhor sobre o dia a dia dos autistas", questiona.
Ela considera que o programa televisivo está causando um desserviço. "As pessoas veem o comportamento da Linda e vêm me cobrar por que eu não deixo a Maria Luiza fazer algumas coisas sozinha, falam que tenho que agir como na novela. A realidade é diferente, não posso colocar minha filha em risco." (C.A.)





