Diagnóstico só depois que surgem complicações
Saber ser vítima de fome oculta não é simples. Geralmente quando se diagnostica a doença é porque outras complicações relacionadas à carência nutricional já se manifestaram, como: ansiedade, estresse crônico e depressão. Para detectar se a pessoa tem ou não a doença são solicitados exames bioquímicos, feitos através da coleta de sangue. O resultado traz, entre outros dados, os níveis de sais, minerais e vitaminas. Um exame feito através do cabelo também pode ser solicitado em alguns casos.
A partir do resultado desses exames, o tratamento irá depender de situação de cada paciente. No caso do idoso, por exemplo, é necessário cuidado especial com a alimentação e seu preparo.
De acordo com Michelle, os idosos têm redução do paladar, da saliva, perda de dentes e ainda podem fazer uso de medicamentos que interferem na absorção dos nutrientes. ''Nesses casos, o ideal é adaptar os pratos à realidade deles, fazendo purê de batatas, sopas, vitaminas e quando for servir carnes, cozinhá-las'', orienta.
A dieta terá como objetivo maior repor o que falta e corrigir o hábito alimentar. Em alguns casos, os suplementos vitamínicos são receitados. Além das complicações já relacionadas, a fome oculta pode causar: baixa imunidade orgânica, letargia, fraqueza, insônia, falta de concentração, redução da capacidade para lidar com situações que exijam esforço físico e maior suscetibilidade às infecções. E, ainda, maior risco de danos aos vasos sanguíneos e reduz a possibilidade de controle, em estado inicial, de doenças como o câncer e arteriosclerose.(V.C./A.E.)





