DIAGNÓSTICO - Igapó vai passar por raio-X pela primeira vez
O conjunto de lagos Igapó está passando por um raio-X inédito que vai mostrar como está o relevo submerso nos espelhos dágua. O objetivo do Instituto das Águas do Paraná (AguasParaná) - divisão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente que está bancando a primeira parte do diagnóstico e que deve liderar o processo de revitalização do complexo - é saber o tamanho da principal ameaça ao cartão postal: o assoreamento do leito.
"Vamos juntar todos os estudos já feitos com este levantamento para saber quanto o lago está assoreado, quais os tipos de sedimentos que estão se acumulando e como fazer para retirá-lo", resumiu Márcio Nunes, diretor presidente do instituto.
O primeiro passo para a revitalização foi dado na semana retrasada, com o início do levantamento topobatimétrico (que revela a profundidade do leito em toda a extensão dos lagos), feito com uma embarcação equipada com um ecobatímetro, um transdutor, um GPS e um computador que retém os dados.
Informações preliminares revelam que o ponto mais profundo do Lago 1 alcançou pouco mais de cinco metros. Com a segunda etapa do levantamento, a sondagem de fundo, será possível saber qual é a espessura da camada de sedimento depositado no leito, que é rochoso.
Acúmulo de partículas sólidas arrastadas de partes mais altas do terreno para os corpos de água, no processo chamado erosão hídrica, que reduz o volume livre para armazenar ou conduzir água
É um aparelho utilizado para sondagem que se baseia na medição do tempo decorrido entre a emissão de um pulso sonoro e a recepção do mesmo sinal após ser refletido pelo fundo do mar, lagoa, ou leito de rio para determinar a profundidade
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