Seis por cento da população mundial sofre de diabetes atualmente e, no Brasil, a estimativa é de que existam 7 milhões de diabéticos. A incidência maior é do diabetes tipo 2 (90% dos casos). A tendência é que esta se torne a doença mais frequente no mundo e esteja entre as principais causas de mortalidade.
Ontem, a equipe multidisciplinar de atendimento ao diabético do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) promoveu um debate sobre o tema, no Sesc. O endocrinologista Marco Antônio Romero Aliberti, alertou para o fato de existirem dois tipos de diabetes, que são doenças diferentes.
O tipo 2 é mais comum em adultos, com idade acima dos 40 anos, obesos e sedentários, com produção ineficiente de insulina. As causas são relacionadas ao excesso de peso provocado por hábitos alimentares deficientes, antecedentes familiares com diabetes e mulheres que tenham tido a doença durante a gravidez.
O tipo 1 é mais comum em crianças e adultos abaixo de 30 anos e se caracteriza pela falência total do pâncreas na produção de insulina. As possíveis causas estão relacionadas com a hereditariedade, vírus que tenha lesionado o pâncreas ou disfunção imunológica.
No indivíduo saudável há a produção de insulina em nível constante com picos de aumento de produção após as refeições. Segundo o endocrinologista, o tratamento do diabetes visa conseguir uma produção de insulina similar.

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