Imagem ilustrativa da imagem Dia Mundial Sem Carro fecha avenida Higienópolis

Os carros deram lugar aos pedestres neste sábado (21), na avenida Higienópolis, em Londrina. Uma das principais vias da cidade foi fechada para o trânsito de veículos motorizados logo no início da manhã, entre a avenida Juscelino Kubitschek e a rua Sergipe. No trecho de pouco mais de um quilômetro de extensão, foram montados palcos e estandes com atrações artísticas e culturais, atividades esportivas e serviços de saúde e bem-estar, tudo gratuito. A programação, que começou às 9 horas e segue até às 19h30 sem interrupções, faz parte das comemorações do Dia Mundial Sem Carro, data internacional celebrada em 22 de setembro e que propõe uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel e incentiva a população a andar a pé ou investir em meios de locomoção mais sustentáveis, como transportes coletivos e bicicleta.

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Um dos locais mais movimentados foi o estande que oferecia testes de visão e glicemia e aferimento de pressão arterial. A fila, formada em sua maior parte por idosos, não parava de crescer. “Sei que minha pressão é boa, mas faz tempo que não faço o teste de glicose, então vim conferir. Vim aqui especialmente para isso”, comentou o eletrotécnico aposentado Valdemar de Lima. Ele deixou o carro em casa, no jardim Santa Rita (zona oeste), e foi até o centro da cidade pedalando. “Eu ando bastante de bike e a pé também. Faço duas horas de caminhada todos os dias, de segunda a sexta-feira. Carro eu só uso para percorrer longas distâncias. Acho ótima essa proposta de passar um dia sem carro. É bom para o meio ambiente e para a saúde.”

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A empresária e professora de música Cleide Silva Pereira mora na região central e foi até a Higienópolis para apreciar as apresentações artísticas e culturais. Amante das artes, ela lamenta que atividades como essa só aconteçam uma vez por ano. “Eu fui professora de folclore no Colégio Mário de Andrade, onde hoje é o Colégio Maxi, e nós nos apresentávamos sempre na praça Gabriel Martins, isso na década de 1970. Tem que fechar a rua mais vezes e dar cultura para o povo. As pessoas precisam disso”, declarou.

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Nos três palcos montados, são mais de 20 atrações artísticas programadas, cerca de 50 expositores e 70 parceiros, com ações que incluem educação para o trânsito e o meio ambiente, biblioteca itinerante, espaço para leitura, distribuição de mudas de plantas, divulgação de cursos profissionalizantes e de graduação, aconselhamento jurídico, feira de adoção de animais, aconselhamento jurídico, degustação de alimentos e muitas outras atrações que devem reunir um público de 15 mil pessoas, segundo a prefeitura e a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), organizadoras do evento.

No espaço reservado à Sema (Secretaria Municipal do Ambiente), as 50 mudas levadas logo no início da manhã para serem doadas à população não deveriam durar até o final da manhã, tamanha a procura. Dentre as espécies, estavam ipês, quaresmeiras, cerejeiras, canelinhas, manacás, oitis e dedaleiras, prontas para serem plantadas nas calçadas da cidade. “Vamos trazer cem mudas para cá. São mudas maiores, em um tamanho que fica difícil de morrer. Se regar com frequência, elas vão embora”, disse a servidora do viveiro municipal Sirlei Júlio.

A aposentada Izilda Marta de Carvalho cruzava a avenida com uma muda de ipê branco para ser replantada em frente a casa dela, no conjunto Maria Cecília (zona norte). Ela participou de atividades junto com seus colegas do centro de convivência do idoso e aproveitou para conferir as outras atrações do evento. “Eu adoro esse tipo de atividade. A gente faz amigos, distrai. Eu tinha muita depressão, agora acabou. Isso aqui é um passatempo para a mente e é muito bom ver quantas coisas lindas nós temos na nossa cidade”, disse ela.

Outro estande que atraiu a atenção de quem passava pelo local foi a da ONG SOS Vida Animal, que levou cerca de 30 filhotes de gatos e cachorros para serem doados. Os voluntários também aproveitaram a oportunidade para incentivar a população a fazer a castração dos animais e evitar a proliferação de animais sem dono e informar sobre a importância da posse responsável. “Completamos 30 anos em 2019 e nossa luta é para que as pessoas castrem seus animais para evitar novos abandonos”, disse a presidente da ONG, Mônica Maroca.

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Durante as mais de dez horas de evento, o trânsito de veículos na avenida Higienópolis estará fechado. O cruzamento com a rua Piauí também estará totalmente bloqueado, mas nas outras interseções o tráfego de veículos acontece normalmente. Devido a interdição, os ônibus de transporte coletivo que habitualmente cruzam a avenida Higienópolis mudaram seus trajetos, com desvios pelas ruas Belo Horizonte e Hugo Cabral. Após às 19h30, o tráfego estará liberado e os coletivos retomam seus itinerários.

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