Uma missa pela paz mundial em um morro, em Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba), marca hoje as comemorações do Dia do Trabalho no Paraná. Os fiéis se reúnem às 7 horas para a tradicional caminhada pelo morro do Anhangava, que será encerrada com a celebração, às 10 horas. Cerca de 2 mil pessoas são esperadas para o evento, que é promovido há 50 anos.
Para garantir a segurança dos participantes, as polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros, estarão no local. O evento será encerrado com uma revoada de asa-delta, organizada pelo Clube Vôo Livre. Se o tempo contribuir, cerca de 15 pilotos vão realizar demonstrações de vôo após a missa.
A Escola da Associação dos Magistrados do Trabalho do Paraná promove debate sobre o trabalho na sociedade atual. O Congresso Nacional do Trabalho será na sede do Cietep (Rua Comendador Franco, 1.341), em Curitiba. Exploração da mão-de-obra, evolução do trabalho humano e a história e filosofia do trabalho estão entre os tópicos de discussão.
A Associação das Entidades de Mulheres do Paraná (Assempa) realiza hoje discussão sobre o trabalho feminino, no Fórum Paranaense da Mulher Trabalhadora. Será no Centro de Convenções de Curitiba.
Em Mandaguari (33 km a leste de Maringá) acontece a 12ª Romaria da Terra, que espera reunir 5 mil pessoas de 51 paróquias de toda região. A concentração popular está marcada para 13h30, seguida de caminhada até a Praça Tiradentes, no centro da cidade, onde serão desenvolvidas as atividades. O tema central da romaria deste ano será ‘‘O novo milênio e o mundo do trabalho’’, onde os católicos pretendem debater os rumos que a humanidade toma com a globalização.
‘‘Nossa principal meta é conscientizar o trabalhador da importância do homem na economia’’, frisa o padre João Caruana, um dos coordenadores da romaria. Ele conta que serão três solenidades. A primeira, na saída do bairro operário, será um ato para marcar as vítimas dos acidentes de trabalho. ‘‘Vamos lembrar principalmente das mortes que ocorrem em nossa região, bem perto da gente’’, diz padre João. Na segunda etapa, a romaria vai propor uma reflexão sobre as políticas de trabalho adotadas no País.
Ao lado da Igreja Bom Pastor, durante o encerramento, será encenada uma peça teatral com o último tema, que será revelado no local. Uma missa campal será celebrada pelo arcebispo de Maringá, dom Murilo Krieger e padres da arquidiocese.
O Dia Internacional do Trabalho foi proclamado em 1889, na França, durante um congresso internacional de partidos socialistas. Desde essa época, as categorias lutam por melhores condições trabalhistas.(Com Marcos Zanatta, de Maringá)

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