Curitiba - Cerca de 600 manifestantes entre professores, estudantes e servidores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizaram ontem um ato conjunto em favor da greve. A mobilização começou em frente ao prédio histórico da universidade, na Praça Santos Andrade, em Curitiba, seguiu para a Boca Maldita, no centro da Capital, e depois para a Reitoria.
Segundo informações da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), um dos objetivos era fazer que a Reitoria acelere as negociações com as categorias que estão em greve. Os servidores da universidade pararam desde 15 de junho e os professores decidiram cruzar os braços a partir de 19 de agosto.
Ontem, durante uma reunião com o Conselho Universitário (Coun-UFPR) foi aprovada uma moção de apoio do conselho para a greve dos docentes. De acordo com a Apufpr, a tendência é que haja solução para os problemas apresentados pelos professores.
Um acordo com o Ministério do Planejamento permitiu ainda a incorporação de algumas gratificações aos vencimentos básicos dos professores e também trará a aplicação de um reajuste de 4% sobre os salários a partir de março de 2012. Até maio, deve ser criado um projeto para reestruturar a carreira docente. Além disso, os professores querem equiparar a carreira deles com a dos servidores da área de ciência e tecnologia.
Apesar de a UFPR ter anunciado esta semana que vai retomar o calendário acadêmico a partir da próxima segunda-feira, só devem voltar a dar aulas os professores que quiserem. ''Não podemos impedir o trabalho de quem quer voltar, mas quem está em greve não será obrigado a retomar as atividades'', disse o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho.

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