DIA DE MOBILIZAÇÃO - Instituto do Câncer lança combate ao fumo
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sexta-feira, 27 de agosto de 2004
Agência Folha 
Rio- ''Fumar é gol contra'' é o slogan lançado, ontem, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, que acontece no domingo. O público alvo são os jovens, já que 90 por cento dos fumantes adultos tornaram-se dependentes do fumo até os 19 anos de idade. O Brasil é o sexto país do mundo onde o cigarro é mais barato e 200 mil pessoas morrem por ano em decorrência de problemas causados pelo produto. As informações são da Agência Brasil.
O diretor-geral do Inca, José Gomes Temporão, disse que os estudos realizados pelo Instituto no ano passado mostram que as campanhas institucionais realizadas conseguiram reduzir o número de fumantes. ''A gente nunca pode descansar. Nós ainda não ratificamos a Convenção-Quadro que se encontra no Senado Federal. É evidente que existem pressões da indústria para que essa ratificação seja protelada. Fizemos um apelo para que se convoque imediatamente a audiência pública, o que deve acontecer em setembro, para que o Brasil possa estar entre os 40 primeiros países a ratificar essa convenção, já que o Brasil foi uma liderança na discussão, construção e consolidação dessa política antitabagista'', explicou.
Segundo Temporão, não apenas os fumantes são vítimas dos males causados pelo fumo. ''A indústria do tabaco compromete gravemente a saúde dos agricultores. São pequenos agricultores que normalmente utilizam seus filhos no trabalho de plantio e de colheita, o que é inadequado, Usam agrotóxicos de maneira intensiva, mas já existem experiências bem sucedidas de substituição por outro tipo de lavoura com sucesso. Isso faz parte inclusive da nossa estratégia'', afirmou.
Tânia Cavalcanti, da Divisão de Controle de Tabagismo do Inca, admitiu que muitas mulheres começam a fumar para perder peso, fato comum entre modelos. Ela explicou que a nicotina altera o metabolismo e favorece menor peso. ''O preço que se paga por esse menor peso não justifica. É melhor ter peso a mais do que correr risco com uma substância que vai lesando o organismo. Cigarro não é remédio para a obesidade'', afirmou. Tânia Cavalcanti disse que há alternativas para o sobrepeso, como programa de exercícios adequados e melhor alimentação.


