Dia de fugas em outras três unidades
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Londrina - A rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) coincidiu, ou não, com uma série de fugas de presos ocorrida entre a noite de segunda-feira e a manhã de ontem em outras três unidades do Paraná. Sete detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEF) 2 anteontem à noite após cavarem um buraco no piso da cela que dá acesso à área técnica, onde passa a tubulação de água e esgoto. De lá, usaram uma corda artesanal, a famosa tereza, para pular o muro dos fundos da penitenciária. Até o fechamento da edição, nenhum deles havia sido recapturado. O diretor da PEF 2, Mozart David Vallim Zimmermann, informou por meio de nota que serão verificadas as filmagens do circuito interno de câmeras para apurar responsabilidade funcional e instaurar sindicância na Corregedoria do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).
Em Maringá (Noroeste), o Minipresídio da Cadeia Pública da cidade registrou a segunda fuga em menos de três meses. Segundo o chefe da unidade, Sérgio Donizete da Silva, 12 detentos cavaram um túnel no piso de uma das galerias até a parte externa da cadeia. Os agentes se deram conta da fuga por volta das 2h30 da madrugada de ontem e acionaram a Polícia Militar, que recapturou três presos. Os outros nove permaneciam foragidos. Silva disse que o presídio tem capacidade para 114 presos, mas abriga 220. A última fuga na unidade, segundo ele, ocorreu em julho, quando 11 presos fugiram. Três ainda continuam foragidos.
Em Guarapuava, em meio à rebelião na PIG, a Cadeia Pública da cidade também teve momentos de tensão entre o início da madrugada e a manhã de ontem. Era pouco depois da meia-noite quando 20 presos tentaram fugir por um buraco que eles abriram no teto de uma das celas. A ação foi frustrada por agentes de cadeia que perceberam a movimentação. Mas por volta das 11 horas da manhã de ontem seis detentos voltaram à mesma cela e conseguiram fugir pelo buraco, acessando o telhado da cadeia, de onde chegaram à rua. A Polícia Militar recapturou quatro, e dois seguiam foragidos. A Polícia Civil disse que será aberto processo administrativo para apurar em que circunstâncias os presos conseguiram voltar à cela para realizar a fuga. Com capacidade para até 300 presos, a Cadeia Pública de Guarapuava abriga cerca de 160.


