Dia de filas em bancos e lotéricas
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quarta-feira, 07 de outubro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O quinto dia útil do mês foi o inferno astral de quem precisou ir aos bancos e lotéricas de Curitiba. Esses locais estavam lotados no centro da Capital. Nas casas lotéricas o movimento chegou a triplicar desde o início da greve dos bancários que completa hoje duas semanas. Está uma loucura, disse o dono das Loterias Muricy, Auxílio Suguimoto.
Segundo ele, o movimento ficou mais intenso a partir do início de outubro quando começa o pagamento de salários, aposentadorias e Bolsa Família. Além disso, há o pagamento de contas de luz, água, telefone e boletos de qualquer banco até R$ 1 mil e dentro da data de vencimento. Se a greve for mantida, o lotérico vai continuar sorrindo de orelha a orelha, brincou. Ele contou que os jogos ganharam um impulso violento e chegaram a triplicar.
Apesar do movimento maior, Suguimoto comentou que as lotéricas não têm acúmulo de dinheiro porque o giro é muito grande. Cada R$ 100 que entra, saem R$ 500. Na terça-feira fechamos com R$ 500 em caixa, disse.
O porteiro Ari Medeiros disse que, apesar das filas, é melhor pagar as contas na lotérica. Nos bancos há muito tumulto e só tem os caixas eletrônicos funcionando, afirmou. O advogado Leonardo de Castro Coutinho tem usado o autoatendimento para pagar contas.
A assistente administrativa Elisa Selbach disse que tem utilizado a internet, as lotéricas e os caixas eletrônicos. Cheguei a esperar 40 minutos na lotérica e o problema é que este local não recebe todas as contas, comentou.
Ontem, a greve tinha fechado 285 agências e sete centros administrativos em Curitiba e Região Metropolitana e 13,2 mil bancários estavam de braços cruzados. No Paraná, ontem eram 573 agências fechadas sendo 56 em Londrina. Ontem, os bancários iniciaram uma reunião com a Federação Nacional dos Bancos para tentar um acordo.


